17 06 2009
A vitória no Sul.

A vitória no Sul.

NEYMARA CARVALHO VOLTA AOS TREINOS

DE OLHO NO PENTA MUNDIAL

Depois de uma excelente estréia nas três primeiras etapas do Circuito Mundial, onde conquistou o título em Santa Catarina e o terceiro lugar em Pipeline, no Havaí e em Salvador, na Bahia, a capixaba Neymara Carvalho segue firme em busca do pentacampeonato mundial de bodyboarding.

As boas colocações neste início de temporada lhe renderam a vice-liderança no ranking mundial com 3.325 pontos, apenas 255 atrás da líder a espanhola Eunate Aguirre.

Depois de alguns dias de descanso para recarregar as baterias, a tetracampeã mundial voltou aos treinamentos pesados já visando o restante das etapas que acontecem no segundo semestre do ano e serão decisivos rumo ao seu objetivo. Neymara vem se dividindo entre o condicionamento físico na academia e os treinos no mar.

“ Fiquei bastante animada e motivada com o início da temporada. Acredito nas minhas possibilidades mas estou ciente do potencial de minhas adversárias. Sei que a “ briga” não será nada fácil. Mas buscarei este título inédito para o esporte com muita disposição. Vou fazer de tudo para traze-lo para o nosso país e para o Espírito Santo”, afirma.

A próxima etapa do Mundial confirmada será entre os dias 12 e 16 de agosto, em Viana, Portugal. De lá, Neymara segue para Sopelana, na Espanha, onde o campeonato será disputado entre os dias 18 e 23 de agosto. Na semana seguinte, Neymara segue para Sintra, em Portugal, o Miss Sumol e um em Nazaré.





Prefeito de Vila Velha recebe Neymara para conhecer o projeto de seu filme

11 03 2009

Prefeito de Vila Velha recebe tetracampeã mundial de bodyboard

E-mailImprimirPDF

O apoio ao esporte já deixou de ser uma estratégia de marketing para se tornar uma ferramenta imprescindível de transformação social. Por isso, o prefeito Neucimar Fraga tem sido parceiro dos atletas. Na tarde desta quinta-feira (05), a tetracampeã mundial de bodyboard, Neymara Carvalho, compareceu a uma reunião para apresentar propostas para a realização do longa-metragem que vai contar a biografia da atleta.

O filme trata da trajetória da menina da Barra do Jucu, que vem de origem humilde e superou diversas dificuldades para praticar seu esporte predileto: o bodyboard. O responsável por dirigir a película é o cineasta Mário Nakamura, da Cinerama Brasilis, que também esteve no encontro e que contou com o apoio da Prefeitura de Vila Velha para a execução do projeto. 

O longa-metragem terá duração de 75 minutos e está previsto para ser lançado até o início de 2010. O público alvo é formado por jovens e adultos. “Não pretendemos ser campeões de bilheteria, mas queremos que os espectadores vejam que através do esporte, mais precisamente do bobyboard, Neymara enfrentou não só as ondas, mas também a vida e as dificuldades que lhe foram apresentadas”, avaliou Nakamura.

A película irá apresentar toda a biografia de Neymara, desde a infância na Barra do Jucu, a primeira onda, a descoberta do esporte e todos os obstáculos superados, até a consagração com a seqüência de títulos. O filme mostra um exemplo de vida a ser seguido, onde uma menina através de competições esportivas supera seus adversários, temores e a ela mesma. A biografia traz ao público a discussão sobre a importância da prática esportiva na formação do caráter dos jovens. 

Cinerama Brasilis

A Cinerama Brasilis é uma empresa realizadora de audiovisual. Sua atuação tem maior presença no mercado publicitário, atendendo às principais agências de propaganda do país. Em cinco anos de existência, conquistou mais de uma dezena de prêmios, inclusive no exterior. 

O grupo está preparando cinco cópias do longa-metragem para circuito de cinema digital. O lançamento será em circuito comercial de cinema e também de festivais. A Cinerama também tem interesse em participar dos principais eventos nacionais e internacionais.

Última atualização ( Qui, 05 de Março de 2009 20:38 )





Matéria – Omelete Marginal

7 03 2009

Entrevista: Neymara Carvalho – A Melhor do Mundo

Por Fred Entringer
Fotos: Vitor Malheiros

Ela é a melhor do mundo. Está no topo. No hall dos brasileiros campeões do planeta, poucos venceram tantos campeonatos pelo globo como ela. Um time que tem Ayrton Senna, Pelé, Bernardinho, a jogadora Martha, Ronaldinho e mais uma constelação de atletas que desafiam os limites do corpo, da mente e da gravidade. Neymara Carvalho, beirando os 33 anos, com 18 de carreira, embarcou em dezembro de 2008 para as distantes Ilhas Canárias, arquipélago espanhol no oceano Atlântico, com o objetivo único de ser campeã mundial pela quarta vez, feito jamais alcançado por outra bodyboarder. Triunfou.

Mas antes disso, em outubro do mesmo ano, quando o futuro ainda era dúvida, eu e o fotógrafo Vitor Malheiros estivemos na simpática e modesta casa de Neymara – a Ney, como é chamada pelos mais chegados – na Barra do Jucu, balneário clássico hospedado no município de Vila Velha/ES, para a sessão de fotos que você confere aqui, entre parágrafos. Enquanto preparávamos o cenário, arrastando móveis e carregando troféus históricos de um lado para o outro, conhecemos um pouco da intimidade de uma estrela que não precisa de flash para brilhar. Neymara tem luz própria, assim como o sol que doura sua pele cor de ouro. Durante pouco mais de duas horas entre os cômodos margeados pelo Rio Jucu, conhecemos uma figura daquelas raras, que o tempo se encarregou de produzir poucas. Mesmo assim, ela insiste em ser apenas como eu e você. Mas não é.

Até erguer os braços de punho cerrado para o céu das Ilhas Canárias, muita água rolou na trajetória fantástica de Neymara Carvalho. Uma história permeada por fracassos retumbantes e vitórias espetaculares que você conhece agora, através das linhas que seguem. Aloha!

Parece até mentira, mas Neymara nasceu no dia 1-º de abril de 1976, de cesariana, na Maternidade de Vila Velha. O começo de vida já mostrou que nada seria fácil dali pra frente. Com rejeição a qualquer tipo de leite, inclusive o materno, a pequena notável deu muito trabalho aos pais nos meses iniciais de sua estadia por aqui. Foi desde pequenina que aprendeu a ir além dos limites, a se superar, como uma boa ariana. “Sou guerreira, mulher que luta e corre atrás do sonho, sou também  muito teimosa e isso pode ser o meu grande defeito, mas muitas vezes vejo isso como uma grande qualidade, porque sou teimosa pelo o que acredito e vou atrás mesmo“, começa.

Mas foi só aos quatro anos que Neymara mudou-se com a família para a Barra do Jucu, terra que anos mais tarde ficaria conhecida nacional e internacionalmente pelo congo, pelas bandas Casaca e Macucos, além, é claro, pelas ondas e aéreos da tetra-campeã do mundo. O início foi difícil, com os pais tendo que se virar, improvisar, até conseguirem montar um dos restaurantes mais tradicionais da Barra, o Brega’s Bar. “Meu pai tinha se aposentado e resolveu virar pescador, por isso escolheu a Barra para viver. Começaram com um carrinho de caldo de cana e minha mãe fazendo pastéis pra vender“.

Mesmo com lindas praias de playground, o curioso é que, antes do mar, Neymara se apaixonou pelo rio. “Fui criada aqui. O meu melhor momento quando criança era quando chegávamos da escola. Eu e meu irmão (Marney, ícone do surfe local) almoçávamos e tínhamos que esperar a hora para tomar banho de rio. Era a melhor parte do dia. Aprendi a nadar no Rio Jucu e depois é que veio a descoberta do mar.

No início dos anos 90, Marney, irmão mais velho de Neymara, era uma espécie de Eddie Aikau da Barra do Jucu, surfista romântico, veloz, impetuoso, ousado, intrépido. Principalmente, admirado e respeitado. De olhos arregalados, a pequena Neymara observava e obsorvia tudo, como espelho. A parceria e cumplicidade com Marney ia além do sangue. De frente para o mar do “Barrão”, principal e maior praia da Barra do Jucu, a dupla de irmãos tocou durante algum tempo um quiosque sob a sombra de castanheiras clássicas. “É verdade, era como uma brincadeira de criança, mas com responsabilidade. Foi quando nos apaixonamos pelas ondas e revesávamos na direção do quiosque. Ele sempre foi o meu ídolo, tudo o que ele fazia eu ia atrás. Fiz judô, skate… até chegar as ondas“, conta, revelando o princípio de tudo.



Foi por uma obra do acaso
 que Neymara intensificou suas remadas na direção dos dias vindouros. Alimentou o sonho. Numa tarde qualquer, após um almoço desses rotineiros, Ney percebeu, com o olhar desviado por um sopro de vento sul, uma prancha velha, esquecida num canto do restaurante, solitária. De salto, arrebatou aquele bloco de poliestireno, tomou como seu e flutuou. Por uns meses, ficou em êxtase, viveu seu conto de fadas, até a fantasia tomar um tapa de realidade e a prancha virar abóbora. “Eu já estava apaixonada pelo mar e já tomava uns caldos com pranchas emprestadas, foi quando esqueceram essa lá, agarrei como se fosse minha. Foi maravilhoso poder ter uma pranchinha só pra mim, mesmo que só por alguns meses. Quando a dona voltou pra buscar, foi aquela choradeira, eu não queria devolver, fiquei muito triste mesmo, mas entendi que tinha que deixar ela ir embora. No natal seguinte, ganhei minha primeira prancha!

O debut em competições foi aos 15, assim como valsa de princesa. “Eu também queria uma festa, mas não tínhamos condições pra isso“. O tempo correu. Neymara encheu os pulmões de ar fresco, se lançou, mergulhou fundo e esteve antes em ambientes onde poucas mulheres haviam estado. Pioneira, atravessou regiões desconhecidas, desbravou, lançou novas idéias, fez evoluir a ciência, a arte, de deslizar sobre as ondas. Mas enfrentou cruzadas pessoais em defesa do objetivo descoberto de querer ser a número um do mundo. “Sou pioneira nas competições iternacionais, mas antes de mim, a Raquel Brandão já surfava, e muito bem. Ela era a minha referência aqui no Espírito Santo. O Bodyboarding estava vivendo um boom muito grande no Brasil, e não era diferente aqui no Estado. Todas as meninas queriam pegar onda, e comigo não foi diferente, até porque, meu irmão começou a surfar primeiro e, como eu ia na dele, eu queria também. Tínhamos competições amadoras e comecei por elas, por incentivo de duas amigas que fiz dentro d’água, Emanuelle e Viviane Riguetti. A maior dificuldade era de convencer meu pai que era legal e saudável o esporte. Ele era muito contra, tinha muito medo de alguma coisa dar errado. Mas aos poucos, e com a ajuda da minha mãe, consegui mostrar que era o que eu gostava de fazer.”

OM – Seu pai tinha preconceito quando você começou. Chegou até a quebrar uma prancha sua ao meio. O que mudou a partir dessa atitude radical?

Neymara – (Risos) Fiz da prancha cortada ao meio vários chinelos e continuei com o meu sonho vivo! Eu rezava falando com Deus que eu queria ganhar um troféu, que meu pai ia me deixar continuar… tô tendo que ganhar até hoje!!! (risos) Mas hoje ele é muito orgulhoso e sempre diz que se não fosse aquela prancha cortada, eu não teria chegado onde estou (risos), é mole? Mas acho que ajudou viu!!! Hoje, sendo mãe, entendo a preocupação dele. A gente quer o melhor pro filho, mas demoramos a entender que o melhor pra eles pode não ser o que sonhávamos. Também tinha o medo de eu não conseguir ser bem sucedida e ter apostado muito tempo no esporte… eu tinha que vencer! Porque era minha única chance de continuar com o meu sonho, e isso era uma dúvida muito grande pra ele, mas eu digo sempre uma frase bem conhecida: acredite e lute pelos seus sonhos, porque a gente consegue!

OM – Hoje como ele vê sua carreira?

Neymara – Ele é o maior fãnzão! Quando ganhei meus três títulos mundiais ele sempre quis festa! Fica todo orgulhoso, quer que eu vá no supermercado com ele e, quando as pessoas ficam olhando pra mim e reconhecendo, ele logo vai falando: ‘é ela mesma, minha filha! Quer um autógrafo dela?’ Morro de vergonha (risos), mas fico feliz por ele.

OM – E sua mãe neste contexto?

Neymara – Minha mãe é daquelas que não existe igual no mundo inteiro! Mãe de todos. Sempre bate algum amigo lá em casa querendo ela pra acolher, pra poder fazer uma comidinha. Ela sempre esteve comigo em todos os momentos, acreditando e dando força. Lembro bem de um ano quando eu estava sem patrocínio, querendo desistir, e ela me disse pra tentar um pouco mais, até porque eu já tinha apostado, investido, quase 10 anos na carreira. Ela disse: ‘agora já é tarde, você já é uma campeã brasileira, estadual… vai atrás do mundial!’ Ela me deu força pra continuar com o sonho de ser campeã mundial e, em todos os títulos, ela teve suprema importância por causa desse conselho, lá no meio da carreira.

Lutando contra a desconfiança por caminhos tortuosos, buscando a auto-afirmação e construindo as próprias oportunidades, Neymara chegou até a competir algumas vezes na categoria masculina, desafiando a tudo e a todos. Provocando. “Quando me profissionalizei não existia a categoria profissional feminino aqui no Estado, somente no Rio de Janeiro. Foi então que conversei com o presidente da Federação na época e ele permitiu, até pra me incentivar e me fazer treinar mais, porque os meninos são muito mais fortes. Eu acho o meu estilo um pouco mais agressivo por ter tido essa fase com eles. Cheguei até a liderar o estadual, mas perdi nas decisões finais, foi uma experiência válida na minha carreira, pena que hoje não pode mais… era um ótimo treino.

Hoje dona de uma galeria de títulos de todos os cantos do planeta, Neymara aprendeu, em caldos de ondas fortes, que é preciso perder. Dopar a paciência. Quando decolou do Brasil pela primeira vez, aterrissou no templo mundial do surfe, as águas sagradas do Hawaii, com suas paisagens e histórias lendárias. “Sonho de dez entre dez bodyboarders no mundo“, completa. Numa das mãos, mala. Na outra, prancha. E nas costas, a cobrança pessoal de vencer. “Fui aos 17 anos com minha amiga Karla Costa (Campeã mundial de 1999). Chegando lá, fui vetada de competir por ser menor de idade. Isso me deixou muito frustada, até porque, antes de me vetarem, várias brasileiras competiram nos anos anteriores sendo menores, mas enfim… acho que eles não queriam era mais uma brasileira na competição. Mesmo assim foi uma experiência incrível“. Obstinada e perseverante, aguardou. “No ano seguinte fui, competi e fiquei em 2º lugar em Pipeline. Foi incrível a experiência, eu sonhava com isso… e ver tudo se concretizando… eu não acreditava, ficava horas olhando admirada para o troféu, a coroa de flores“, diz, enquanto a memória pinça momentos que maresia nenhuma enferruja.

Tirar lições profundas da decepção e do malogro, fizeram de Neymara uma campeã. “Nem sempre uma derrota é ruim. Quando perco surfando e competindo bem, saio da água feliz e consciente que minha adversária foi a melhor. Toda vez que sofro uma derrota, procuro analisar onde foi o erro e tento não repetir na competição seguinte. Estamos aqui em constante aprendizado. Costumo dizer que aprendemos na derrota. O atleta que acha que não aprende na derrota, vai perder muito ainda para ser tornar um campeão, isso se for, algum dia.“  Deixar a realização de um sonho escapar num instante, escorrer, dói. Custa caro. Foi assim em 99, quando Neymara estava liderando o mundial e, numa etapa na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, foi vencida por uma japonesa tecnicamente inferior. Foi o tropeço que valeu o tão cobiçado título. “Fiquei muito nervosa, não conseguia fazer nada e perdi a liderança do tour e no final do ano, perdi também o circuito.

Depois de ser batida inúmeras vezes, o vento mudou de direção e Neymara aproveitou o swell. Botou pra baixo. Atuando em alta performance, vieram as vitórias, as glórias de um campeão. Embarcando na viagem do tempo com a mente mergulhada, a irmã de Marney volta a superfície com uma conquista que marcou, depois de tantas tentativas frustradas. “Fiquei muito feliz com a minha vitória em Pipeline, no Hawaii, por ter sido a minha primeira em mundial. Essa vitória me deu projeção internacional. Com certeza tive muito mais valor aqui e lá fora depois de vencer Pipe. Mas todas as vitórias são marcantes pra mim, é um momento de consagração, é quando o atleta sente na pele a realidade de ter sido bem sucedido. Tenho vivas na memória todas as vitórias que me deram os títulos do circuito mundial, sempre revivo essas conquistas para minha própria motivação.

Competir em Pipeline, aliás, tem um sabor especial. “É uma das ondas mais perigosas e temidas do mundo. É um prazer enorme poder competir lá, porque normalmente durante o free surf não dá pra pegar onda direito… é muita gente junta dentro da água, e só grandes nomes, surfistas e bodyboarders experientes que não dão mole pra garotas. Então a melhor maneira de surfar Pipe é competindo, e conseguir ir para final em um evento por lá, é a glória, porque você surfa o dia todo somente com mais três meninas, é muito bom!

Foi justamente no Hawaii de todos os sonhos onde Neymara levantou o troféu de campeã mundial de bodyboarding pela primeira vez, em 2003. Feito que voltaria a se repetir em 2004, 2007 e 2008, elevando Neymara ao patamar de atleta a ser batida neste início de século. Hoje, a quantidade de taças e medalhas conquistadas é tão grande, que foi preciso construir um cômodo só para guardar as vitórias. Nas estantes espalhadas pelas paredes estão os títulos de tetra-campeã mundial, octa-campeã brasileira, campeã mundial do ISA Games, bi-campeã latino e pan americana, penta-campeã capixaba e carioca. Nada mal. Mas um feito incrível a ser considerado, é que em 2004 e 2007 Neymara simplesmente venceu tudo que disputou pelo planeta, com inacreditáveis 100% de aproveitamento.

Em um momento feliz na vida nem sempre estamos 100%. Mas acredito que nesses anos eu estava feliz em todas as partes, sendo bem patrocinada, treinando muito, focada nos objetivos… acho que foi isso“, analisa modestamente.

São muitos os fatores que levaram Neymara a chegar onde está hoje, no auge. Vontade, destino, paciência, pertinácia. Mas certamente o elemento fundamental na construção de um vencedor, é o adversário. E Neymara teve muitos, dentro e fora d’água. Da rivalidade incondicional na disputa entre melhores, surge a superação, nascem os mitos. Como se um fosse cria, fruto, do outro. “Tive grandes adversárias no começo da minha carreira, que eram também meus grandes ídolos, por isso eu acho que era tão difícil vencê-las. Nomes como Mariana Nogueira, Sthefanie Pettersen e Daniela Freitas me fizeram ser o que sou hoje. Sempre busquei o melhor de cada uma delas, assim como também nas meninas da minha geração, como minha grande amiga Karla Costa, além de Soraia Rocha, Cláudia Santos e tantas outras. Mas acho que uma das mais difíceis de todos os tempos era mesmo a Mariana Nogueira.” Mariana, aliás, também campeã mundial, já deu inúmeras declarações públicas dizendo que Neymara é a melhor do mundo. “As vezes eu até não acredito, porque a tenho como a melhor ainda, com o estilo mais bonito de todas. Acho que se ela estivesse no tour ainda, íamos ter uma grande batalha.

Ao longo de 18 anos de carreira
, Neymara se desdobrou. Virou muitas. Hoje, além de atleta campeã, também é empresária, mãe da pequena Luna, dona de casa, ídolo, militante social e esposa. Abaixo, nas 20 perguntas da entrevista que segue, Neymara discorre abertamente sobre a vida familiar, os negócios, planos futuros, desfiles em carro de bombeiro, dinheiro, fama, gravidez, viagens pelo mundo, projetos sociais, meio ambiente e free surf. Tudo com a simplicidade que lhe é peculiar. Com a pureza e verdade dos grandes campeões. Como se não sentisse o vento bater e a chuva fina cair, Ney faz uma pausa no tempo e, com olhar fixo no horizonte de um mar sem onda, revela um pouco de quem é, repassando em detalhes a história que construiu com remadas fortes. Põe pra baixo!

20 PERGUNTAS PARA NEYMARA

OM. 01 – Campeões mundiais assinam ótimos contratos, estrelam campanhas publicitárias e ganham muito dinheiro. Mas o surfe vem da alma, da paixão. Você acredita que a ambição pode superar o amor pelo esporte?

Neymara – Não vivo essa realidade de esporte milionário, venho de uma família  simples, nunca tive mega ambições, queria no começo ser campeã em Pipeline, depois campeã do mundo, e até hoje busco motivações para continuar e ir fazendo o meu pé de meia com as oportunidades que vão surgindo, como uma propaganda aqui, um licenciamento ali, mas nada grandioso como nos esportes mais difundidos. Acho que uma vez acabando a paixão pelo o que se faz na vida, nenhum dinheiro, status, vale a pena. A paixão tem que ser maior para te trazer alegria.

OM. 02 – Você ganha um bom dinheiro hoje com o surfe?

Neymara – Ganho o suficiente para custear as minhas viagens. O meu lucro vem das premiações.

OM. 03 – E o incentivo da iniciativa privada e pública? É verdade que até carro você teve que vender para competir?

Neymara – Por vários anos tive patrocínios de prefeituras e também ajuda com passagens do governo, mas é claro que dependia muito da liderança no momento, tanto minha, como de quem estava no poder. Tive sim um ano sem patrocínios e tive que vender o meu carro. Eu acreditava que seria campeã mundial daquele ano… não fui. Mas no mesmo ano consegui um patrocinador japonês que me bancou o circuito no ano seguinte. Valeu muito a pena ter acreditado e apostado em mim mesma, não vejo muito isso na nova geração.

OM. 04 – Dizem que você é ótima marketeira e tem tino empresarial no sangue. Como você gerencia seu nome?

Neymara – Acho que a mídia tem um papel fundamental nessa história. Tive títulos que foram muito bem divulgados e valorizados como realmente deveriam, isso fez com que a minha imagem crescesse ao longo dos anos. Tenho uma equipe hoje que trabalha à procura de licenciamentos e novas oportunidades. Hoje tenho uma gestora de carreira como um bom atleta deva ter. Não me acho marketeira porque não faço coisas só para aparecer, eu divulgo e valorizo as minha vitórias.

OM. 05 – Você tem uma grife também né? A NC. Como surgiu a idéia?

Neymara – Surgiu da necessidade de implementar algo pensando no futuro, já que a fase de competições não dura pra sempre. Muitas pessoas me pediam adesivos, camisetas… daí resolvi fazer a minha própria marca.

OM. 06 – Como é a sua relação com a fama?

Neymara – Muito simples, as pessoas que me reconhecem sempre são super simpáticas e eu procuro atendê-las com muito carinho. Vejo como recompensa de um trabalho bem feito, daí fico feliz.

OM. 07 – O que significa ser um ídolo? Desfilar em carro de bombeiro… representar um povo?

Neymara – De certa forma é uma responsabilidade, mas sinto orgulho do que faço e do que conquistei até hoje na carreira, muito orgulho mesmo! Sou o que sou e nada vai mudar, acho que as pessoas gostam também da simplicidade que é a minha vida, só isso.

OM. 08 – Porque você nunca se mudou da Barra do Jucu?

Neymara – A Barra é a minha cara, é a minha raiz. Sou tranqüila, gosto dali. Já visitei lugares maravilhosos, mas gosto muito de viver próximo da minha família.

OM. 09 – Quais os países que você já visitou?

Neymara – Estados Unidos (Hawaii, Califórnia, Texas, Miami), México, Guadalupe, Venezuela, Argentina, Equador, Chile (Iquique, Ilha de Páscoa), Tahiti, Austrália, Indonésia, Japão, Portugal, França (Ilhas Reunião, Paris), Espanha… acho que não esqueci de nenhum…. no Brasil pude visitar quase toda a costa, do Ceará à Santa Catarina.

OM. 10 – Você se casou com um surfista. Como rolou a história de vocês?

Neymara – Nos conhecemos no Hawaii nas temporadas que passávamos para competir. Saímos algumas vezes e depois de alguns anos começamos a namorar de verdade, estamos há quase 8 anos juntos.

OM. 11 – O que mudou, na sua vida pessoal e profissional, quando você soube que estava grávida?

Neymara – Como não foi uma gravidez planejada, fiquei muito preocupada, mas ao mesmo tempo muito feliz por ser Mãe. Sempre tive vontade de ser mãe, adoro crianças! Foi um mix de emoções… fiquei preocupada porque eu estava liderando o mundial depois de ter sido bi-campeã. E como eu iria dizer aos meus patrocinadores que não poderia cumprir com o contratos? Graças a Deus foi tudo muito bem resolvido, pude contar com meus patrocinadores durante a gravidez e voltei a competir no ano que minha filha nasceu.

OM. 12 – Mas mesmo durante a gestação, você continuou a competir. Como foi isso?

Neymara – Fui muito bem acompanhada por uma médica que me dava total confiança em continuar a competir enquanto a barriga não atrapalhasse. Segui os passos e orientações e fui muito feliz com minha filha na barriga competir em vários eventos. Muitas pessoas achavam estranho, até por não existir muitas atletas que continuam na ativa grávidas, mas me sentia bem e acho que foi muito bom para minha gestação de um modo geral.

OM. 13 – E a fase mãe? Como é a Neymara dentro de casa?

Neymara – Amo ser mãe, sou super carinhosa, atenciosa e adoro ver a minha filha crescendo e se desenvolvendo, amo ensinar e brincar com ela também. Acordo cedo, faço o café da manhã, levo a minha filha na escolinha e depois vou surfar com o meu marido. A tarde vou para a academia e janto em casa com eles, tudo muito simples e tranqüilo.

OM. 14 – As viagens são constantes… como é ficar longe da filha pequena?

Neymara – É o momento mais difícil, mas tenho superado bem e ela tá crescendo sabendo que a mamãe está trabalhando por um futuro melhor. Ela entende.



OM. 15 – Até por ser mãe, você tem uma relação muito forte com as crianças. Chegou até a criar o Instituto Neymara Carvalho. Qual o objetivo do projeto?

Neymara – Como eu disse, sempre gostei muito de criança, o Instituto Neymara Carvalho veio antes da minha gravidez. O objetivo principal é a estruturação da Escolinha Gordinho de Bodybaording, que já existe na Barra do Jucu há mais de 10 anos, lidando com crianças carentes da Grande Terra Vermelha e adjacências (área periférica de Vila Velha), é um projeto que depende totalmente de voluntários que ensinam as primeiras lições do esporte para quem não tem muita esperança. O Gordinho (figura lendária da Barra do Jucu) faz um trabalho excepcional com essas crianças, muitos já foram campeões em diversas categorias. Dentro do INC procuramos fazer anualmente uns Aulões coletivos em praias diferenciadas para criar uma interação dessas crianças do projeto com outras de outras realidades. Também participam algumas entidades convidadas, que muito me orgulham. Nem sempre consigo patrocínios para realizar, mas vamos tentando, sempre.

OM. 16 – E o projeto Além Mar, o que é?

Neymara – É o projeto que desejo implementar lá na Barra do Jucu para atender um número maior de crianças, além de poder oferecer um café da manhã, apoio psicológico, aulas de várias atividades como artesanato e inglês. Quero transformar algumas dessas crianças em campeões, não só no esporte, mas na vida como um todo, prepará-las para o mundo com oportunidades.

OM. 17 – Como está o bodyboarding hoje no ES, no Brasil e no mundo?

Neymara – No Espírito Santo temos bons campeonatos e isso revela bons atletas. No Brasil estamos começando a sediar algumas importantes etapas do circuito mundial e isso mostra que o nosso país pode participar do circuito com qualidade. No mundo a cada ano o circuito melhora e acho que estamos no caminho de tornar o esporte cada vez maior.

OM. 18 – Você cresceu num ponto de natureza exuberante. Com o mar encontrando o rio. Como você vê o debate ambiental hoje pelo mundo?

Neymara – Os mares e rios hoje estão poluídos… e na Barra do Jucu não é diferente. Sinto muita falta do Rio Jucu no meu tempo de criança, quando aprendi a nadar nele. Sinto falta por não poder passar isso para minha filha, queria muito que ela pudesse nadar ali, mas infelizmente muita coisa tem que ser feita, a começar pelos governantes, porque muitas famílias jogam seus esgotos no rio por falta de saneamento adequado.

OM. 19 – Quais os planos para o futuro?

Neymara – Quero conquistar mais um título mundial e aí sim poder me dedicar com mais afinco ao meu Instituto e a minha escolinha de Bodybaording, que pretendo montar primeiramente aqui no ES. Também estou focando nas filmagens do documentário que retrata a minha carreira.

OM. 20 – Quando pretende voltar a surfar sem a pressão de um resultado?

Neymara – Pretendo competir por mais uns três anos no máximo. Quero mostrar um novo caminho aos meus patrocinadores, que o retorno da minha imagem vale tanto quanto uma vitória em campeonatos, e aí sim poder competir sem a pressão por resultados e desenvolver outros trabalhos com eles, como o Free Surf e sessão de aulas em vários estados do Brasil e no mundo. Acho que a minha imagem é muito mais valorizada fora do que no Brasil, quero mudar essa visão.

***

***

***





Matéria publicada em ” A Gazeta ” ES

7 03 2009

 

Neymara Carvalho vai brilhar no cinema

06/03/2009 – 00h00 (Outros – Outros)

Gustavo Cheluje
lcheluje@redegazeta.com.br 

Tetracampeã mundial de bodyboarding, considerada uma das maiores atletas da história da modalidade e agora “estrela” de cinema. Aos 32 anos, com mais de 20 dedicados ao esporte, Neymara Carvalho terá sua sua carreira e suas conquistas registradas em um documentário, que deve chegar aos cinemas de todo o país até o final de 2010.

Dirigido e produzido pelo publicitário e ex-bodyboarder carioca Mário Nakamura – um dos administradores da premiada agência Cinerama Brasilis, do Rio de Janeiro –, o longa-metragem vai mostrar a trajetória da “Pequena Notável” desde seu começo no esporte, durante a adolescência, na Barra do Jucu, em Vila Velha, e registrar suas principais conquistas, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nakamura adianta que o longa – ainda sem título definido – não será “apenas” sobre uma atleta, mas sim um retrato de uma mulher vitoriosa, tanto na vida pessoal quanto na carreira. “Vamos mostrar todas as dificuldades por qual ela passou para iniciar no esporte, há 20 anos. Para isso, contaremos com depoimentos da família e de amigas próximas, além de muito material de arquivo, com imagens registradas durante essas duas décadas”, adianta. 

O diretor, que também assina o roteiro da produção, revela como teve o insight para embarcar na empreitada. “Estamos ‘gestando’ o filme há dois anos. Encontrei Neymara em uma competição no Rio de Janeiro. Ela me revelou o desejo de fazer um vídeo sobre sua vida. Resolvemos ‘pensar grande’ e desenvolver um resgate histórico. Afinal, trata-se de uma das maiores atletas da história do esporte brasileiro”, acredita o realizador.

Entre as personalidades que já garantiram depoimentos no filme, estão os ex-campeões mundiais de bodyboarding Mariana Nogueira, Daniela Freitas e Guilherme Tâmega.

Orçado em R$ 1,5 milhão, o longa-metragem será captado em câmera de alta definição, com um material específico para filmar imagens dentro do mar. “Vamos trabalhar com três câmeras diferentes e captar várias manobras da Neymara. Para fazer um trabalho tão elaborado, precisamos de recursos. Queremos fazer um filme no mesmo nível de ‘Surf Adventures’”, acredita, citando o documentário rodado em 2002 por Arthur Fontes que trazia a elite do surfe brasileiro buscando a onda perfeita em várias praias do mundo.

Por falar em ‘Surf Adventures’, o documentário sobre Neymara Carvalho contará com os mesmos cinegrafistas que captaram as imagens aquáticas do longa de Fontes.

Buscando patrocínio, Mário participou de um almoço com o vice-governador Ricardo Ferraço na tarde de ontem.

Paraíso 

O realizador adianta que já começou a trabalhar na produção. “Fizemos as primeiras tomadas no final do ano passado, nas Ilhas Canárias (Espanha), quando Neymara conquistou o título mundial. Pretendemos viajar com ela durante a nova temporada do circuito internacional (que começa em abril) para registrar, quem sabe, o pentacampeonato”, revela o realizador.

O filme também deve trazer imagens da atleta participando de competições em Portugal, Panamá, Japão, Austrália e Havaí, que, segundo Mário Nakamura, será um dos litorais mais explorados pelo longa. 

Pensando em desenvolver um projeto interativo, o realizador criou um blog (neymaracarvalhoofilme.wordpress.com), para que o público possa escolher o nome do filme, dar depoimentos sobre a atleta e revelar quais são as suas manobras preferidas no esporte. “O material da internet também será usado no longa-metragem. Queremos aproximar cada vez mais Neymara de seus fãs”. 

A biografada – que ainda procura patrocínio para disputar a temporada de 2009 – garante que o longa mostrará o seu cotidiano e passagens de sua vida que os fãs desconhecem. “Vou contar os perrengues pelos quais passei e mostrar os altos e baixos da minha carreira. Nada foi fácil para mim. Sou de família humilde. Lutei muito para conseguir o posto onde estou. Quero que minha história sirva de exemplo de perseverança para quem estiver vendo o filme”, afirma a campeã.

“Quero que minha história sirva de exemplo de perseverança para quem estiver vendo o filme”. 
Neymara Carvalho , bodyboarder, 32 anos 





Matéria publicada no “O Globo” em 24.01.2009

7 03 2009

Tetracampeã mundial de bodyboard, Neymara Carvalho vai virar filme

Enviado por Sanny Bertoldo – 

23/1/2009

 – 

23:27Quando criança,Neymara Carvalhoprecisou ter paciência e persistência para conseguir pegar onda. Seu pai preferia contar com sua ajuda no quiosque da família,  em Barra do Jucu, em Vila Velha, no Espírito Santo, a vê-la se aventurar no mar. Muitas vezes, ele destruiu suas pranchas. Até conseguir mostrar que tinha talento e que podia dar certo na vida como bodyboarder, levou tempo. Hoje, a capixaba de 32 anos é tetracampeã mundial de bodyboard, já viajou para mais de 18 países, é conhecida por onde passa, e é um dos orgulhos de seu estado. Depois que conquistou seu quarto título mundial, em dezembro, nas Ilhas Canárias (na maior disputa da história do Circuito, com a também brasileira Jéssica Becker), desfilou no em cima carro de bombeiro em Vila Velha. 

Mãe de Luna, de 3 anos, ela agora vai virar filme nas mãos de Mário Nakamura, da produtora Cinerama Brasilis. Ele acompanhou a conquista do tetra, já ouviu depoimentos sobre a bodyboarder e vai reconstruir sua história no esporte desde o início. O longa ainda não tem nome e deve ser lançado no fim do ano. 

– Várias atletas, como as irmãs Mariana e Isabela Nogueira,  foram ícones do esporte na década de 80 e, hoje, ninguém conhece a história delas. Principalmente a nova geração. Por isso quis fazer esse filme. Acho importante contar a minha história – explica Neymara.

A atleta está no Rio mas deve voltar logo para casa. No dia 30 de março, estréia no Mundial deste ano na etapa do Havaí. Seu objetivo, diz, é se tornar a primeira pentacampeã do Circuito. Neymara é a personagem da página RADICAIS deste sábado, 24 de janeiro, no jornal O GLOBO. Vai lá!     

Neymara com a bandeira brasileira, após conquistar o tetracampeonato mundial, nas Ilhas Canárias / divulgação

Neymara posa com o troféu do tetra na praia do Pepê / Fernando Maia





21 02 2009

Neymara Carvalho conquista o tetracampeonato mundial

Nas Ilhas Canárias, capixaba derrota Jéssica Becker e vence a disputa pelo título de 2008

06/12/2008 – 16h45 ( – Redação Gazeta Rádios e Internet)

A capixaba Neymara Carvalho conquistou na tarde deste sábado (06) o tetracampeonato mundial de bodyboarding, disputado no Mar de Confital, Ilhas Canárias. Foi o quarto título seguido da atleta no campeonato nos últimos anos consecutivos. 

A festa de Neymara Carvalho pela vitória no Circuito Mundial de Bodyboarding começou ainda na água junto com sua adversária e também brasileira Jéssica Becker. A ‘Pequena Notável’ fez 10 pontos a mais sobre sua concorrente na contagem total e com isso ficou com o título.

foto: Divulgação
Neymara comemora o tetra mundial

Foi mais apertado do que se podia esperar. Se não houvesse descartes, a capixaba ficaria com o vice-campeonato. Seriam 4.180 pontos de Jéssica contra 4.070 de Neymara.

Mas elas tinham que descartar os dois piores resultados do ano. Neymara teve dois primeiros lugares (Portugal e Ilhas Canárias) e dois segundos lugares (Venezuela e Espanha). Já Jéssica tinha um primeiro lugar (Venezuela), dois segundos lugares (Portugal e Ilhas Canárias) e um terceiro lugar (Brasil). 

Sendo assim, Neymara terminou o Mundial com 3.460 pontos contra 3.450 pontos de Jéssica. Na bateria final a capixaba fez um total de 17,75 pontos contra 13 pontos da adversária Jéssica.

Com o término da disputa, Neymara Carvalho se abraçou à bandeira do Brasil e foi cumprimentada por uma legião de fãs em Las Palmas de Gran Canaria. Além da final feminina, o título mundial masculino foi para o baiano Uri Valadão. 

A torcida capixaba terá que esperar para comemorar a vitória com Neymara. A atleta permanecerá nas Ilhas Canárias por mais alguns dias, onde gravará imagens para um filme autobiográfico. A previsão de estréia no país é para o final do ano que vem.





A vida e a trajetória da tetra-campeã do mundo vai pro cinema.

19 02 2009

ney-saltando-com-prancha-tt1